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As nossas viagens. Ex-Militares da Companhia 3485 e Amigos.

QUEM GOSTA VEM… QUEM AMA FICA.

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QUEM GOSTA VEM… QUEM AMA FICA.

Roménia, Biertan, Sibiu, Sibiel - Abril 2019

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A Roménia, tal como a Bulgária, são o espetáculo da natureza, com um património natural, rural e cultural invejável, que nos deu a oportunidade de recuar no tempo e de ter vivências diferentes do ocidente, do progresso, do consumismo e da superabundância.

Iniciámos mais um dia na frágil rede de estradas que nos obrigam a atravessar vilas inteiras, a percorrer rios ou a serpentear os Cárpatos.

Começámos o dia na pequena povoação de Biertan para uma visita a uma das mais famosas e belas igrejas fortificadas que domina a paisagem da aldeia e toda a sua antiga estrutura defensiva.

Por uma escadaria de madeira, subimos a colina até à entrada da igreja. O interior estava muito bem preservado, e com um altar único onde se esconde a porta da sacristia, datada de 1515. Tem um prémio internacional na Exposição Mundial de Paris, em 1900, como consequência do seu sistema complicado de fechadura de 19 trancas, ainda a funcionar, e também pela arte das magníficas incrustações na madeira.

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No século 12, foram convidados colonos da Saxónia a estabelecerem-se na Transilvânia para desenvolver a região e a proteger dos invasores. Com a experiencia dos colonos, Biertan tornou-se numa cidade importante pelas artes e cultura e pela movimentação das mercadorias. A igreja depois de transformada numa fortaleza com 3 níveis de muralhas, conectadas pelos portões das torres, era a obra-prima do culto, da defesa e da resistência aos invasores e não só, também pela sua dimensão.

 

Das 6 torres e dos 3 baluartes, foi possível visitar a torre do mausoléu que abriga as pedras esculpidas dos túmulos de bispos e sacerdotes, a torre católica com fragmentos de frescos e uma sala num pequeno espaço, talvez na torre da prisão ou do casamento (não sei), onde havia uma cama individual muito estreita, um utensílio que parecia para a higiene, um prato, uma mesa e um banco, onde os casais desavindos ficavam confinados em terapia conjugal até se conciliarem ou separarem em definitivo. Dizem que funcionava, porque em 300 anos só houve um divórcio. Também há outra leitura, que diz: Se os casais permanecessem na pequena sala muito tempo perdiam as sementeiras e a força do seu trabalho, pelo que o ano seguinte seria, certamente, de muita fome.

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O almoço servido na casa do padre local, tornou a refeição mais agradável e diferente do habitual. O rustico esteve sempre presente entre uma comida tradicional, feita só para o grupo, e um vinho local, dito caseiro. No final borraram a pintura toda, primeiro com a sobremesa, um bolo muito seco e de fabrico industrial, e depois com a ausência do Sr. Padre, que todos, ou quase todos, desejavam conhecer… apesar de tudo, nós até eramos as visitas.

Será que a casa e o padre eram uma “treta” do imaginário de alguém?… Só Deus e, certamente, mais alguns cúmplices saberão.

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Enquanto seguíamos de autocarro para Sibiu, pensava: Como é possível na minha idade os locais visitados ainda me surpreenderem tanto e com gratas memórias. São momentos, que sabem tão bem.

Cheguei a Sibiu sem grandes expectativas, mas saí de lá conquistado ou cativado por aqueles olhos, das janelas dos sótãos que até parecem estar a olhar curiosos. Aliás, a Transilvânia já pertencia ao meu imaginário literário.

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É a terceira maior cidade da Roménia, que escapou em boa parte da destruição provocada pelas grandes guerras e às loucuras de Ceausescu. Organiza-se em torno de três praças, a mais pequena, a pequena e a grande. No entanto, está na cidade alta o centro histórico, onde se encontram a maioria dos monumentos e as atrações urbanas.

Encontrámos, por lá, um ambiente de festa entre igrejas e monumentos e uma grande azáfama na montagem de grandes tendas que estavam a retirar toda a beleza ao espaço público.

A principal e larga artéria pedonal é uma lufada de urbanismo, moderno, onde se destacam gelatarias, restaurantes, muitas esplanadas e lojas de grandes marcas.

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Há recantos muito bonitos em Sibiu. Ao fundo da praça “Little Square”, no coração da cidade medieval, está uma ponte prestes a colapsar, quando, um dia, for atravessada por um mentiroso. É a Ponte das Mentiras, carregada de lendas sobre mentirosos e mentirosas. Erguida em 1859, foi a primeira ponte em ferro fundido com pilares.

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Ao fim do dia na localidade de Sibiel, diminutivo de Sibiu, ainda houve tempo para um passeio em carruagens puxadas por valentes cavalos, que, juntamente, com um jantar caseiro, de qualidade e de excelentes sabores, preparado por uma família local, foi a cereja no topo do bolo, como se costuma dizer.

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Confesso que não imaginava viver tantas emoções nesta viagem, que percorreu a Bulgária e a Roménia. De tudo o que vi, adorei a natureza ainda em estado puro e um mundo rural ainda muito ou totalmente verdadeiro… até a vaca vem sozinha do pasto para se recolher em casa.

Termino as crónicas desta, nossa, viagem com uma merecida referência ao guia Sr. Marian Justin Firinca, um Gentleman e um bom embaixador do seu país, a Roménia. Se um dia precisarem de um guia, este é excelente.

Contatos: Telefones +40771024093 / +40723336804 e Email justinturism@gmail.com

 

Até Abril de 2020, na India.

 

Carlos Alberto Santos

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Roménia, Bran, Castelo de Drácula e Sighisoara - Abril 2019

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Devido à afluência de turistas à localidade de Bran, saímos cedo da cidade de Brasov, a coroa da Transilvânia.

O Castelo de Bran, conhecido pelo Castelo de Drácula, é um monumento nacional e a principal atração turística da Roménia. Foi construído no topo de uma elevação rochosa, rodeado de vegetação, muito compacto e com algumas pequenas janelas, que, no conjunto, tentavam dificultar a entrada de estranhos ou a fuga de prisioneiros, tal como se descreve, desde 1877 na obra de Bram Stocker, o Conde de Drácula e que conduziu à persistência do mito de que este castelo terá sido a residência do Príncipe Vlad Dracul.

Meio século depois, de eu ter lido os contos inspirados vagamente na figura de Vlad Dracul, príncipe da Valáquia, e numa ilustração do castelo, deslumbrei-me com a realidade do interior da construção, das várias salas pouco espaçosas, mas bastante acolhedoras e recatadas de olhares, as passagens secretas, as escadas apertadas que se cruzam com outras em labirinto e que nos levam a alguma desorientação no interior.

Por certo haveria muito mais a visitar, mas o que vimos foi suficientemente convidativo, misterioso e místico para explicar como o Conde de Drácula, o vampiro, era tão rápido a mover-se entre divisões distantes. Apesar do exterior do castelo ser único, quase assombrado e a melhor parte para muitos, eu achei o seu interior imperdível. O facto de a verdadeira história do castelo estar ligada a uma mulher, a Rainha Maria, dá-lhe todo aquele brilho. Era a sua residência cheia de bom gosto interior e não só em mobiliário, tapeçarias e, até roupas.

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Pelo que li na obra, a personagem de Drácula não era comparável com Vlad, um herói nacional para os romenos. Enquanto o primeiro matava as suas vítimas ocasionalmente, Vlad, na vida real, dizimava cidades inteiras entre torturas e execuções nas mais diversas formas de crueldade, que chegou ao ponto de beber o sangue dos inimigos.

Não gostei: - Da forma descontrolada da entrada, que rapidamente enche tudo o que são espaços e limita a comunhão com a beleza deste espaço, único.

 

Depois de um razoável almoço na Taberna Lupilor seguimos viagem para cidade fortificada de Sighisoara, Património Mundial da UNESCO e uma das mais belas cidades medievais da Europa. Casas históricas coloridas, igrejas antigas, ruas de paralelepípedos e a torre do relógio.

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Dizem que Vlad Dracul III terá nascido nesta cidade, em 1431, onde viveu até aos quatro anos de idade numa casa situada no centro histórico, hoje um restaurante, onde jantámos. É um local muito concorrido devido às lendas que existem à volta desta figura histórica. No entanto, a qualidade da comida, o atendimento e arejamento da sala não são proporcionais à popularidade. Se puderem escolham outro restaurante.

 

Carlos Alberto Santos

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Roménia, Sinaia e Brasov - Abril 2019

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Outro dia de viagem, com os Cárpatos ao longe, entre estradas estreitas a necessitar de manutenção e uma Roménia ainda a renascer da ruralidade.

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O nosso destino era Brasov, uma cidade no centro do país, capital da região da Transilvânia.

Fizemos a nossa primeira paragem em Sinaia, uma cidade e estância de montanha, de férias de Inverno e de Verão. Em certos recantos lembra um pouco de Sintra, quando se vai para o Palácio da Pena. Estava prevista a visita do Palácio de Peles, mas um acidente de trânsito ou obras na estrada obrigaram-nos a uma longa paragem e a perder a nossa hora de entrada.

O Palácio e toda a sua envolvente são de uma beleza enorme, saídos de um conto de fadas, como se costuma dizer, e que não se esquece facilmente. A localização foi escolhida pelo príncipe Carlos, que depois veio a ser Carlos I, o primeiro rei e o fundador da Roménia moderna.

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A meio da tarde chegámos ao nosso destino. A vista de Brasov a partir do hotel era fascinante e magnífica, deixando adivinhar um centro histórico medieval. Visitámos belos monumentos arquitetónicos onde se destacou a Igreja Negra, as fortificações, a cidadela, o bairro judeu e a Igreja de São Nicolau.

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O nosso guia contou que um grande incêndio destruiu quase toda a cidade. A igreja não escapou ao desastre ficando as suas paredes e tetos para sempre escurecidos, fato ao qual se deve o nome: Igreja Negra.

Abriga o Órgão Buchholz, o maior da Roménia e um dos maiores da Europa, com quase 4000 tubos, onde se tocou música de Bach pela primeira vez na Transilvânia.

 

Carlos Alberto Santos

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Roménia, Bucareste - Abril 2019

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Depois de uma lenta passagem, numa fronteira, à moda antiga, entre a Bulgária e a Roménia as paisagens continuavam magníficas e até com muitas ovelhas.

Apesar de ser a Páscoa Ortodoxa e Sexta-feira Santa, aos poucos, comecei a sentir-me mais na Europa, embora num pais cheio de particularidades, talvez originárias de um passado atribulado, ainda muito recente, e do legado de loucuras do ditador Nicolae Ceausescu, até 1989.

A capital, Bucareste, tem edifícios muito bonitos, talvez majestosos, contrastando com prédios normais. Foi uma estadia curta, que deu para conhecer do, muito, que esta cidade tem para oferecer e para motivar uma segunda visita.

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Durante uma visita panorâmica, ao fim da tarde, fica-se com a primeira grande impressão: - Estamos numa grande cidade de avenidas largas, limpas e organizadas, vida alegre que nos proporciona bons momentos! Era noite e o dia foi longo e desgastante, precisávamos de um jantar apropriado.

Fomos ao Cara’ Cu Bere (carroça da cerveja), a cervejaria mais antiga e uma verdadeira instituição de Bucareste (130 anos), e na atualidade, também restaurante virado para o turismo onde a decoração do interior vale tudo - janelas e vitrais, mosaicos cerâmicos coloridos, paredes com pinturas bucólicas, colunas em estuque e mármore, madeiras trabalhadas - porque a comida era muito fraca ou tivemos pouca sorte. Salvou-se o papanach a sobremesa típica da Roménia, um bolo com creme de queijo e licor de frutas.

Neste local, passaram nomes famosos, músicos, príncipes e políticos. Pareceu-me que a fama se sobrepõe à qualidade, apesar do esforço dos elementos da música ao vivo e do folclore.

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No centro histórico há uma diversidade cultural visível ao nível da sua arquitetura, em que edifícios majestosos dos finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX coexistem com outros mais tradicionais dos Balcãs ou com outros de linhas mais modernas.

No dia seguinte andámos pela Praça da Revolução, onde Ceausescu fez o ultimo discurso e que despoletou o fim do regime. No centro há um estranho monumento, que os romenos apelidam de azeitona num palito, a evocar a revolução e o sangue derramado.

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Devido à presidência europeia pela Roménia as visitas, ao segundo maior edifício administrativo do mundo – Parlamento Romeno - a seguir ao Pentágono, tinham sido canceladas por questões de segurança.

Visto ao longe já é qualquer coisa colossal, no entanto, segundo o nosso guia só visto por dentro, 12 pisos, acima do solo, com 1100 salões e mais 4 pisos e um bunker anti nuclear no subsolo. Em frente, foi construída uma grande avenida a Unirii numa tentativa de concorrer com os Campos Elísios. Este conjunto louco, palácio e avenida, afetou uma área com cerca de 60 hectares, a zona histórica, realojamento de milhares de pessoas, demolição bairros e igrejas centenárias e a deslocação de outras que acabaram por ficar escondidas por edifícios novos muito mais altos.

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Bucareste também tem um Arco do Triunfo, que é quase parecido com o parisiense.

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Carlos Alberto Santos

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Bulgária, Plovdiv, Grabovo (museu ao ar livre) e Skobelevo (plantação de rosas) - Abril 2019

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Veliko Tarnovo é uma das comunidades mais antigas da Bulgária. A primeira presença humana foi descoberta na colina de Trapezitsa com 3000 anos a.C.

Está numa região muito bela na cordilheira dos Balcãs. Encontrámos um intenso trabalho de preservação do passado entre monumentos e acessos.

Uma muito boa experiencia e uma grata surpresa cultural entre fortalezas, palácios e igrejas.

A geografia do local também é impressionante, porque a grande colina fica cercada pelo rio. Quem levou a capital medieval da Bulgária para ali, sabia, muito bem, o que fazia.

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ETAR - Museu Etnográfico ao vivo em Gabrovo, é um conjunto espantoso de outros tempos, onde a maquinaria ainda trabalha pela força da água como costumava ser no passado. Vimos uma coleção viva de instalações com moinhos de lavar roupa, moinhos de farinha, uma roda de moagem, entre outros.

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Na breve paragem na vila de Skobelevo ficámos a saber que as pétalas das grandes plantações de rosas é o ouro líquido que cresce na Bulgaria. É exportado para todo o mundo para perfumarias ou laboratórios e também para os hospitais como desinfetante em cirurgias. Localmente, foi possível provar um brandy de rosas.

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Carlos Alberto Santos

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Bulgária - Plovdiv, Mosteiro de Rila e Avós Cantoras de Dobarsko - Abril 2019

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A visita a Plovdiv, a segunda maior cidade da Bulgária, é imperdível pela fusão de cronologias, culturas, monumentos, ruas de pedra e um centro com casas históricas criativas cheias de detalhes.

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Era a principal cidade do império romano chamado Philippopolis, nome antigo da cidade de Plovdiv. Tal como Lisboa, também é conhecida pelas suas 7 colinas.

No centro histórico visitámos o Teatro Romano, com capacidade para mais de 5.000 pessoas, um dos mais antigos e mais bem preservado de todo o mundo.

Dos monumentos romanos ainda se podem ver o estádio, o anfiteatro, e o fórum.

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No alto da colina, Nebet Tepe (Colina Vigia), um lugar com as ruinas de uma antiga cidade dos trácios, duas portas medievais do século II d.C. e as pedras das muralhas romanas, é, hoje, um excelente miradouro para observar a cidade moderna e a mesquita.

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Depois do almoço, a 117 kms de sofia e a uma altitude de 1147 m nas montanhas de Rila, tínhamos uma visita imperdível ao mais famoso e importante mosteiro da igreja ortodoxa búlgara.

O Mosteiro de Rila, património da Humanidade pela UNESCO, enquadra-se num pano de fundo montanhoso com neve, que dá a toda aquela atmosfera um tom mágico a uma obra humana impressionante. Conta com 300 salas, celas habitadas por monges e outras instalações monásticas. A Torre de Hrelyo, é a única estrutura da construção do século XIV que sobreviveu a invasões e a um grande fogo. Impressiona a desarmonia das fachadas que rodeiam o grande pátio entre arcos, abóbadas e balcões em madeira. Na Igreja da Natividade há cerca de 1200 frescos entre 36 cenas bíblicas.

Devido à Páscoa Ortodoxa os museus estavam fechados, pelo que não foi possível ver a Cruz de Rafael.

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No caminho parámos na aldeia de Dobarsko, no sopé da montanha de Rila a 1070 m com cerca de 200 casas, para uma prova de uma bebida espirituosa local, a banitsa, e para contatarmos com o folclore das avós cantoras.

A ruralidade primitiva das avós, a vista deslumbrante de horizontes infinitos e o ar de cristal justificaram esta paragem.

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Carlos Alberto Santos

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Bulgária, Sófia - Abril 2019

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Estivemos na Bulgária, num país de violentas guerras, invasões e onde, durante a II Guerra Mundial, houve um enorme “vira casacas” de alemães para soviéticos, quando perceberam que iam perder a guerra.

Apesar de fazer parte da União Europeia, e ter recebido fundos europeus para construir estradas e outras infraestruturas, a cultura do regime soviético, muito presente, parece ser, ainda, um fantasma para os novos projetos, para a melhoria salarial e um obstáculo para a, quase inexistente, indústria do turismo.

No entanto, pareceu-me a viagem ideal para apaixonados por lugares desconhecidos e por atrações culturais ainda primitivas, em locais repletos de paisagens naturais. Não faltam florestas, muito verde e um grande potencial para plantação de flores.

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O jantar de boas vindas aconteceu nos arredores de Sófia, num restaurante que não sei pronunciar nem escrever o nome. Foi acompanhado por um pobre espetáculo de folclore e pela tentativa, de, no escuro, demonstrarem as danças de fogo Nestinari. Juntaram-lhe um atendimento muito impessoal, onde está incluída a nossa guia, com informações escassas, ou praticamente nulas, sobre os momentos de “folclore” que acompanharam a refeição.

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Posteriormente, tentei perceber o que seria aquele “andar sobre brasas”. Contam, que os dançarinos entram em transe e pedem aos santos, São Constantino e Santa Helena, para intercederem junto a Deus para o perdão de pecados. "Não há truques nem magias, apenas a mente humana, onde estão os sonhos, os desejos, as crenças e a fé em Deus". Dizem, que aqueles que praticam esta dança podem entrar em transe durante a qual não veem nada e só estão conscientes da música. No final da dança, concluem o ritual fazendo o sinal da cruz. A ausência de queimaduras fascina os cientistas.

 

Para acompanhar um bom e bem servido jantar, foi-nos anunciado, com pompa e circunstância, a oferta de um copo de vinho local, mas… que, efetivamente, não passou de metade de meio copo de vinho, mesmo com muitos a beberem, só água.

 

Apesar de ser um encanto, Sófia, a capital da Bulgária, ainda está mal preparada para o turismo. Mesmo assim, até o alfabeto cirílico lhe dá uma certa graça e lembra outras paragens.

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Como os principais pontos turísticos ficam no centro da cidade, a visita a pé tornou-se fácil.

 

A Catedral Alexandre Nevsky, uma das maiores igrejas ortodoxas do mundo foi construída em agradecimento ao povo russo. A entrada era gratuita, mas para tirar fotografias era necessário pagar uma taxa.

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A Igreja Russa Sveti Nikolay Mirlikiis foi construída de acordo com os moldes russos por acharem que as igrejas búlgaras não eram suficientemente ortodoxas. Conhecida como a igreja dos milagres. É muito pequena, mas de uma beleza rara.

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Outra, ainda mais pequena, a igreja Sveta Petka Samardzhiiska, que não foi possível visitar, foi construída durante o império Otomano. Ali está sepultado o herói nacional Vassil Levski depois de ter sido enforcado pelos Otomanos.

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A Igreja de São Jorge, uma das mais antigas da cidade, foi construída pelos romanos. Ao longo da sua história, serviu como batistério, igreja cristã, mesquita e um mausoléu. Pode-se ver ainda os restos de um antigo sistema de aquecimento e ruínas de uma das principais ruas da Sérdica antiga, a atual Sófia.

Nos tempos do comunismo a Igreja foi rodeada por grandes edifícios públicos e o edifício da Presidência, numa demonstração de que eles estavam acima da igreja.

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Os guardas do edifício da presidência, antigamente, tinham que ser altos, com olhos azuis e bonitos. Hoje resta-lhes terem que providenciar, junto do jardim zoológico, uma pena de águia para usarem no chapéu.

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É na praça central de Nezavisimost onde se encontram os melhores exemplos da arquitetura comunista. Os símbolos, que adornavam os prédios, foram retirados após a queda do regime.

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O monumento de Santa Sófia encontra-se no mesmo lugar do antigo monumento de Vladimir Lenine. A estátua de bronze e de cobre com 8 metros de altura, assente num pedestal de 16 metros de altura simboliza o poder, a fama e a sabedoria.

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Carlos Alberto Santos

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Austria, Abadia de Melk

No segundo dia em Viena visitámos no alto de uma colina a Abadia de Melk (Stift Melk).

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A região é considerada o Berço da Áustria. Surpreendeu-me a beleza da igreja beneditina e a amplitude dos edifícios.

 

A sua famosa biblioteca fez-me recordar o livro e filme, ali rodado, o Nome da Rosa, de Umberto Eco.

…um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville. Em 1327, numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objeto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal. Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias…

 

Depois do almoço, a tarde foi preenchida com um passeio de barco no Danúbio até Durnstein. Foi um interessante passeio, no vale do Danúbio, entre antigos castelos, povoados, e vinhas, que deixam entender a passada importância do tráfego deste rio.

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No Castelo Durnstein, em ruinas, esteve prisioneiro o rei Ricardo I de Inglaterra, conhecido por Ricardo Coração de Leão, mais tarde resgatado pelo fiel Minstrel Blondel.

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Carlos Alberto Santos

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Austria, cidade de Viena

Viena é a maior cidade da Áustria. A segurança, a tranquilidade, a cultura, a limpeza, a história, as artes, os palácios monumentais, as catedrais lindíssimas e os museus, é tudo tão evidente.

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Sem ser uma cidade com muito turismo, era o que procurávamos conhecer.

Viena fazia parte do meu imaginário pelo filme histórico onde a bela Romy Schneidder era a Sissi, a Imperatriz Elisabete da Baviera casada com o Imperador Francisco José.

No Palácio Imperial de Hofburg, não há espaço para desilusões, uma vez que conseguimos ter uma clara noção de como era a vida monárquica da altura. Um complexo de construções de diferentes épocas e estilos. Na porta de São Miguel, na praça com o mesmo nome, há numerosas esculturas que representam a força da dinastia Habsburg.

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A Praça dos Heróis (Heldenplatz) em memória do Arquiduque Carlos e ao seu triunfo sobre Napoleão em 1809.

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Década de 1980. A Hunsttwasserhaus Apartment Building, foi projetada pelo arquiteto austríaco Friedensreich Hundertwasser, apresenta uma interpretação interessante da arquitetura com pisos irregulares e uma mistura de todo o estilo tentando preencher as necessidades psicológicas do ser humano. Tem que se ver para acreditar.

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O Palácio do Belvedere, um grande palácio barroco que tem uma história rica e também tem raízes no século XVII. Uma homenagem aos triunfos nos Balcãs contra os turcos, como também na Itália, Flandres e Bavaria contra os franceses. As esfinges eram as guardiãs dos montes dos heróis.

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No Palácio de Schönbrunn conseguimos ter uma clara noção da suntuosa decoração e de como era a vida da época. São lindos os arranjos florais nos jardins, assim como a Fonte de Neptuno e bem lá no fundo a imponente Gloriette, um monumento em honra do exército imperial.

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A Ópera em dois momentos: o magnífico edifício erguido na Ringstrasse e o estilo musical. Ir a Viena e não assistir a uma ópera é um crime, e foi o que aconteceu. Um classicismo que se perdeu na velocidade das pobres modernices. No entanto, compensámos com um espetáculo de música clássica e valsas.

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A cidade de Viena ganha, com enorme distinção, às outras grandes cidades, é uma cidade muito branca em total contraste com o cobre das estátuas, com tudo impecavelmente limpo e os edifícios preservados.

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Carlos Alberto Santos

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Hungria, cidade de Budapeste

25 de Abril de 2018, Budapeste, capital da Hungria, uma cidade de rara beleza.

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Gosto e tenho prazer quando viajo, no entanto, admito, que para os mais sedentários, talvez seja um pouco cansativo andar de um lado para o outro ou levantar um pouco mais cedo que o habitual. Mas, conhecer e usufruir do nosso planeta compensa de longe, são só uns dias de esforço adicional.

A cidade de Budapeste, depois de passar pelo domínio nazi e posteriormente pela submissão à União Soviética revela claramente todos os traços do imperialismo ou a grandiosidade do Império austro-húngaro. Uma cidade, que satisfaz quem procura arte, arquitetura, historia ou diversão.

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O rio Danúbio lá está a dividi-la: a parte ocidental designada por Buda e a oriental tem o nome de Peste. Buda é a parte alta e velha. Nela se encontra o Monte de São Geraldo, o bairro do Castelo, o palácio do Castelo e a Igreja Matias. No Monte de São Geraldo pode ver-se o monumento da Liberdade. Trata-se de uma figura feminina de 14 metros de altura que tem sobre a cabeça um ramo de palmeira. Do topo desta colina tem-se uma vista deslumbrante.

Na parte baixa, Peste, lá estão: a Praça dos Heróis, o Parlamento, a Ópera e a catedral de Santo Estêvão.

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Apaixonei-me por esta cidade, aquela que antes parecia não merecer a minha atenção. Foi como um amor à primeira vista numa sensação de felicidade, que se comprovou pelas pessoas locais, o estilo de vida, a agitação, a história, o ambiente e os banhos da cidade, que infelizmente não foram aproveitados.

Pela noite dentro, regressámos ao Danúbio, para uma viagem e um agradável jantar em cruzeiro e também apreciar toda a envolvente noturna que ladeia o rio na cidade de Budapeste, onde o majestoso Parlamento, belo edifício neogótico, um monumento, faz as honras da cidade.

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 Carlos Alberto Santos

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