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As nossas viagens. Ex-Militares da Companhia 3485 e Amigos.

QUEM GOSTA VEM… QUEM AMA FICA.

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Ilha da Madeira... do Machico ao Pico do Areeiro 10/10/21

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Depois de ano e meio de receios e confinamentos, aconteceu... a nossa viagem anual, quase como os sabores de um qualquer bolo de aniversário.

O certificado de vacinação com as duas doses e a inscrição na app Madeirasafe foram o nosso passaporte.

Aterrámos cedo na Ilha da Madeira, a “Pérola do Atlântico”.

O corredor verde-escuro no aeroporto Cristiano Ronaldo, proporcionou o livre acesso ao exterior e à equipa de técnicos, que rapidamente confirmaram o que já estava validado no telemóvel.

 

Durante o voo... senti-me como uma criança feliz e livre num parque de diversões. Afinal, ia em direção à terra das flores, das levadas, do bolo do caco e da poncha.

 

Esperava-nos um sol radiante, um vento quente e um cheirinho a mar.

No autocarro, já a caminho da nossa primeira paragem no Machico, dizia-nos com orgulho, Darlene Perestrelo, guia oficial: - arregalem os olhos e sintam os aromas... até trespassam a máscara.

 

Machico

Depois de um reconfortante café na primeira capital da ilha, o passeio foi livre na cidade com a história da redescoberta em 1419, pelos navegadores João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.

O ponto de encontro foi na antiga igreja " Capela dos Milagres".

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Ponta de São Lourenço

Chegados ao extremo Este da ilha, a paisagem era agreste e árida... plantas rasteiras e ausência de árvores. O local, de encostas rochosas escarpadas é misteriosamente recortada numa reserva natural muito bela e de excelência, pelas vistas maravilhosas sobre o oceano, para as ilhas selvagens e, com sorte, para a Ilha do Porto Santo (não foi o nosso caso)... não há fotografias que façam justiça aos horizontes.

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Porto da Cruz

Depois de uma breve olhadela no Museu do Engenho Velho, repleto de imagens, ferramentas e maquinaria, seguimos à beira mar até ao centro da vila, entre momentos muito agradáveis.

O anúncio, no bar - A fragateira (?) - "Coma uma sandes do famoso gaiado seco", com a premiada Poncha da Praia da Alagoa… deixou-me com água na boca.

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Santana

É a segunda maior cidade na Ilha da Madeira. As poucas casas antigas, ainda se veem… estão rodeadas de bonitos jardins, pintadas com cores vivas e com telhados de colmo.

Para turista ver, há um núcleo adaptado a lojas de artesanato e de lembranças.

 

No entanto, a riqueza da região está no seu ecossistema, que valeu, em 2011, a distinção de “Reserva da Biosfera” pela UNESCO.

Também se vê, muita agricultura, mesmo em recantos muito pequenos ou quase inacessíveis... o mercado despertou a minha curiosidade pela variedade de maracujá e pelo "festival" de cheiros, da fruta e dos vegetais, até as cenouras pareciam diferentes.

 

O almoço na Quinta do Furão, foi como uma nódoa a cair no melhor pano. Um filete de espada, em modo rolinho, deitado ao lado de meia banana, numa cama de couve branca, com dois quadradinhos de batata-doce assada... o cozinheiro não provou a comida e a gerência andava distraída ou esqueceu que o cliente é quem paga os ordenados.

O almoço estava uma desilusão, peixe tão mole quanto a banana e sem tempero… sem sabor, sem molho de maracujá, de limão ou azeite. Valeu o pão, muito bom. Nota zero, não recomendo.

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Ribeiro Frio

Depois do almoço houve uma paragem em plena floresta Laurissilva. Neste lugar, aparentemente recôndito, bastam alguns minutos para perceber a movimentação de muitos turistas.

Num curto espaço, há diversos pontos de atratividade... o Posto Aquícola das trutas, o miradouro dos Balcões, a floresta Laurissilva, a Levada do Furado e restaurantes com bifes no bolo do caco, a tradicional Poncha e o cortado (café de saco misturado com vinho Madeira).

A floresta húmida Laurissilva, tem na Ilha da Madeira a sua maior expressão. Foi considerada Património da Humanidade, em 1999, pela UNESCO. É composta por loureiros, Barbusano, o Til, o Vinhático, uveira da serra, a urze, fetos, entre outras, que retêm grande parte da água das neblinas, que acaba a circular nas levadas para abastecer a ilha.

É um excelente local para quem ama a natureza e a aventura.

As paisagens são únicas... há sempre qualquer coisa, que falta ver!

 

Pico do Areeiro

No final de um dia feliz... senti, que estava nas nuvens! Uma visão linda e única.

O frequente nevoeiro, que pode estragar tudo, desta vez (finalmente) ficou uns bons metros mais abaixo.

Estivemos a 1810 metros acima do nível do mar e por cima das nuvens com paisagens naturais deslumbrantes e belas formações rochosas que se projetam no céu, num cenário de "perder a respiração".

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Hotel Alto Lido ****

Depois de um dia "em cheio", esperava-nos um alojamento, 5 estrelas, perfeito... foi a cereja no topo do bolo.

Instalações limpas e com muita luz. O quarto era amplo e com vista para o mar, no meu caso.

A ampla sala de refeições, com pequenos-almoços fartos e variados e um Buffet ao jantar, igualmente bom. À noite, na sala de cocktails, a música ao vivo era uma constante.

Os empregados foram atenciosos e profissionais... tenciono voltar.

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Carlos Alberto Santos

www.cc3485.pt

 

 

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